27 de setembro de 2015

Chegou a hora dela mostrar sua força

Não vou falar do empate contra o Sampaio, empate que devido a tabela, ainda nos deixa a dois pontos do tão sonhado G4, até porque só pude assistir o jogo até os 15 minutos do segundo tempo, então não tenho base para analisar o desempenho do time como um todo, que teve um primeiro tempo muito bom, com as melhores chances de gol, hoje quero falar com aquele torcedor que se vangloria muito de dizer que faz parte da #TorcidaMaisApaixonadadoBrasil e não faz a sua parte, ir ao Arruda, porque tirando o jogo da estréia de Grafite, o público tem sido pífio para os padrões da #TorcidaMaisApaixonadadoBrasil, apenas 10735 (Fonte: Coralnet e Superesportes) por jogo de um time que briga para subir, em contra partida na era Ricardinho a média foi de 5728 e todos sabemos o desempenho que foi.

Nós que brincamos tanto com a torcida de nosso rival, chamando-a de "modinha", estamos nos comportando como tal, e não vejo motivo para isso, as mudanças que tanto cobrávamos de diretorias anteriores, como o mkt, estão a todo vapor, um reflexo disso foi o crescimento do número de sócios com a chegada de Grafite, esse a grande jogada do departamento, mas que infelizmente parou de crescer, que após a estreia dele, cresceu depois com uma ação feita no interior e só. Precisamos mudar nossa mentalidade como torcedor, hoje é de suma importância a participação ativa do torcedor junto ao clube, indo ao estádio e principalmente sendo sócio, temos de deixar de ser aquele torcedor que só vai ao estádio "na boa", quando o time está liderando o campeonato ou decidindo algum título, a #TorcidaMaisApaixonadadoBrasil fez jus a esse título pela grande presença nas arquibancadas, o que infelizmente não tem ocorrido. Temos cinco jogos em casa para mudar essa imagem, em todos os sentidos, presença no estádio e aumento do número de sócios, pois a série A é logo ali (e com custos bem maiores que estamos tendo hoje), e sabemos a diferença que a torcida Coral faz junto ao time.

Muitos podem falar que em vários jogos o horário era ruim, alguns muito cedo para quem sai do trabalho etc etc etc, não vejo motivo, explico, nos horários em que o jogo foi as 19 hs por exemplo, caso não pudesse chegar cedo, o torcedor poderia chegar atrasado, assistia o segundo tempo fosse o caso mas ia ao estádio, mas a facilidade que hoje temos de acompanhar pela TV todos os jogos tem contribuído para criar o "torcedor de sofá", torcedor esse que de modo geral não vira sócio e não vai mais ao estádio, vibra com as vitórias mas na primeira derrota, tende a criticar com aquele velho jargão "é por isso que não vou", temos que mudar essa imagem. Por favor não reclamem do ingresso, esse é um item que não se pode reclamar, o clube tem um pacote de R$ 30,00/mês para ter acesso a todos jogos em casa, fazendo uma simples conta, se jogarmos apenas duas vezes em casa, cada jogo sai apenas a R$ 15,00, mas sabemos tem torcedor que gasta bem mais que isso parta assistir na TV num bar/restaurante da cidade.

Venho aqui a distância, morando em Salvador atualmente, conclamar aquele torcedor que não tem ido ao estádio, o Santa Cruz precisa de você nessa reta final, vá ao estádio e principalmente vire Sócio #SantaCruzdeCorpoeAlma, esse sim vai ser nosso grande diferencial, pois o trabalho está sendo feito e acredito que logo colheremos os frutos que estamos plantando.

#RumoaSérieA #TriTriTriTricolorSanta

5 de setembro de 2015

Um Grande Vacilo Coral

Depois de tomar meu calmante (diga-se, muita cerveja) após o frustante jogo em Natal, aproveitei a noite para escrever. Ouvi comentário que o Santa da maneira que joga fora seria o salvador do ABC quando se fala em vitória jogando em casa, cheguei até a concordar até porque não vencemos no turno e ainda existe um tabu que não vencemos o ABC desde 2001, tudo conspirando contra o Santinha. Quando se iniciou o jogo senti que era o momento de mantermos a escrita do time potiguar de não vencer em casa, mas não com um empate como foi, sim com uma vitória, a tão perseguida vitória fora de casa, e olhe que seria a segunda, porque a primeira foi a tanto tempo que o torcedor pensa que ainda não vencemos fora.

Pois bem, vamos ao jogo, melhor a pelada tricolor, começou de uma maneira que me surpreendeu, o posicionamento defensivo forçava o ABC a fazer ligação direta para chegar a defesa tricolor, o problema é quando chegava, era um Deus nos acuda, ô defesa tricolor porque tu és assim, o torcedor só tem um coração, mas parece que se multiplica a cada ataque dos adversários. Saímos na frente, boa trama pela direita e novamente com boa participação de Luizinho e Moradei completou a sobra do goleiro. Imaginávamos, finalmente é hoje que vencemos fora e fungaremos no cangote do G4, mas o time recuou mais uma vez após está na frente do placar, e ai foi um sufoco atrás do outro, Vitor que pra mim teve a sua melhor atuação defensiva, evitou um gol em cima da linha, cobriu as constantes falhas da dupla de zaga mas não suportou o cansaço, pois o ABC só atacava pelo seu lado, tanto q o gol potiguar saiu pelo seu lado, Alemão, depois de fazer um pênalti não marcado (graças ao péssimo dia do juiz), falhou na cobertura e ainda perdeu na corrida para um atacante lento. Teve um pênalti em Grafite é bem verdade não marcado, mas o Santa não fez jus a vitória, ganhou um penalti inexistente e desperdiçou. Time que se prese e se apresente como candidato a subir e grande como é não pode desperdiçar as poucas chances de vencer um jogo, são detalhes como esse que diferencia os vencedores e nos lances capitais, principalmente nos jogos fora, o Santinha tem pecado. Tem derrota que o torcedor aceita, meio a contra gosto, mas aceita, mas a de hoje, mesmo sendo inferior no jogo não tem como engolir, primeiro pela posição da tabela, segundo, não pode ser perder um pênalti daquele caído do céu após os 40 minutos da etapa final, foi um grande vacilo do time coral.

Esperar agora o complemento da rodada e que nossa diferença não aumente tanto para o G4. Só nos resta "secar" os concorrentes.

25 de agosto de 2015

Secar quem???

Nesta quarta feira haverá um confronto de duas das maiores equipes nordestinas, depois do meu Santinha lógico, brigando pela vaga  internacional da copa sulamericana, Sport, mais conhecido entre os tricolores do Arruda de Coisa e o Bahia. Ai me perguntam, que diabos um tricolor está escrevendo um texto que aborde a Coisa da Ilha e o Bahia? Bem amigos, respondo, ambos são rivais e adversários do nosso Santinha, é bem verdade que o Sport não é nosso adversário no brasileiro pelo simples detalhe de estarmos temporariamente em divisões diferente, mas é nosso eterno rival, não importando a condição de cada um, ambas as torcidas aproveita  qualquer momento que seja para tirar uma lasquinha do rival e o Bahia, é nosso adversário e concorrente direto a uma das quatro vagas ao acesso a primeira divisão.

A provocação é ficar no dilema de "quem vou secar?" A escolha vai ficar a cargo de cada tricolor. Secar o rival tradicional gera um pouco de redundância, mas sempre foi, e sempre será assim, tricolor nenhum vai querer ver o Sport tendo sucesso, em qualquer campeonato que seja, de palitinho, bola de gude ao futebol, isso sustenta a cultura da galhofa, de você chegar junto ao amigo que infelizmente torce para o rival e tirar aquela onda, normal e graças ainda não acabou, nesse futebol que em determinados momentos de tão politicamente correto (nem tanto) fica chato. Por outro lado temos o Bahia, adversário de momento na série B e um grande rival regional. No momento em que nos aproximamos a cada rodada do G4, com ajuda da torcida através do lado natural/místico, procurarndo torcer contra os adversários afim de "facilitar" os trabalhos de seu amado time, o tricolor da Boa Terra não vive um bom momento. Pois bem, o Bahia se classificando em cima do nosso rival, de imediato entraremos num estado de êxtase, nosso rival perdeu e começa de imediato a fase provocações saudáveis aos torcedores do adversário, porém em contra partida, um rival que no momento está mais próximo ao Santinha, levantará sua moral para o restante da B. É público da imprensa baiana e para sua torcida, que a prioridade do Bahia é o acesso a primeira divisão, porém o sucesso em avançar algumas fases Copa Sula, embora sejam competições distintas, pode trazer aquela motivação que falta ao Bahia para reagir na série B, pois a equipe baiana vem numa decrescente, tanto que na última rodada saiu do tão almejado G4.

Um pouco de pimenta para o leitor tricolor do Arruda, a quem devemos secar no jogo de amanhã, o tradicional rival, que nos deixará a semana mais alegre até nosso jogo contra o Paraná, ou o Bahia, que caso seja desclassificado, sofrerá um aumento da pressão que já vem sofrendo por parte da imprensa local e torcida, a qual poderá repercutir no desempenho restante da série B? São cenas para os próximos capítulos, no futuro saberemos se secamos de forma correta. Eu já fiz minha escolha, e você?

16 de agosto de 2015

Números, números e mais números

Olá torcida tricolor, fui ver in loco nosso último jogo do turno e não tivemos o resultado que desejávamos, algumas falhas continuam a perturbar a mente do torcedor coral, o velho apagão (palavra da moda) de sempre, início de jogo lento que sempre tem levado os adversários a uma pressão desnecessária a ainda contestada defesa coral, e não foi diferente no Barradão, mais uma nova pressão inicial, talvez criada pelo pênalti infantil a menos de 5 minutos de jogo, o jogador adversário praticamente na linha de fundo e nosso zagueiro dá um carrinho daqueles que todo atacante deseja (desculpe Dany Moraes, xinguei-o demais, mas foi Neris que o fez) quando deveria apenas acompanhar a jogada. Pênalti convertido o Vitória veio pra cima e logo fez o segundo e praticamente administrou o resultado até o final, mesmo com uma pequena melhora do tricolor não foi suficiente para empatar. Recebi informação que alguns impedimentos marcados contra nossa equipe foram errados, não sei se resultariam em gols, mas tivemos chances em outros lances para empatar, mas concluímos muito mal, falta uma aproximação maior do meio campo (venho batendo nessa tecla a tempo). Vem logo menino Raniel, o meio campo precisa de seu talento.

Quero falar de alguns números que levantei a respeito de nosso desempenho nesse primeiro turno o qual fechamos abaixo de 50%, mas vejo condições de reverter a situação, temos time (mesmo com alguns questionados) e principalmente TORCIDA para alavancar essa reviravolta. Que o time Martelotte está melhor do que com Ricardinho não precisa ser matemático para saber, é evidente, mas como estou falando de números, vamos a eles:
Técnico V E D GP GC Saldo Gols Aproveitamento
Ricardo 1 2 4 8 12 -4 23,80%
Marcelo 7 2 3 19 12 7 63,90%

Com Martellote temos aproveitamento de G4, porém não será suficiente para entrarmos, se mantivermos esse aproveitamento chegaremos ao final do ano com pouco acima de 56%, hoje abaixo dos integrantes do G4, o início com Ricardinho está pesando muito. Na minha matemática deveremos ter desempenho acima de 70% no returno para sonhar em subir. Sonho? Não, acho provável pelo que o time vem jogando com Martelotte, como ele estamos 100% em casa, mantendo esse aproveitamento, faremos 30 pontos e precisaremos de algo próximo a 40% fora, esse sim é nosso calo e precisamos reverter esse quadro. Já podemos analisar os adversários devido sua situação de momento e projetar esses pontos fora de casa, três vitórias.

Ataque e defesa tem sido cobrado pela torcida, em sua maioria com razão, os números estão ai para dar razão:

Média por Jogo
GP GC
Ricardo 1,14 1,71
Marcelo 1,58 1,00
Santa 1,42 1,21
Mas um fato que tem mudado muito a defesa é a presença de nosso capitão, desde sua volta, é gritante a melhora, desde ao número de gols sofridos, mas o fator mais importante ao meu ver foi a confiança que ele passa para os zagueiros, como estamos falando números, vamos a eles:

Média por Jogo
GP GC
Fred 1,41 1,58
Tiago 1,42 0,71
Bem, são apenas números, mas números é o que vamos em busca nesse returno, principalmente oriundos das vitórias. EU ACREDITO. #RumoaSérieA


25 de julho de 2015

Que futuro queremos para nosso futebol?

Como diria meu amigo Franciel, era o ano da graça de 2002 quando se noticiou a mudança da forma de disputa de nosso Campeonato Nacional, mais conhecido como Brasileirão, abandonando o sistema de mata-mata para o de pontos corridos, como bom nordestino pensei comigo, fu.... para os clubes nordestinos, a chance de voltarmos a ser campeão acabou, foi a minha primeira análise, depois  pensei, "alguém vai disparar e os estádios vão ficar vazios, pois só vai interessar o jogo do time que estiver na ponta, não vai dar certo".

Passados alguns anos, minha análise futurológica se mostrou furada, embora ainda não tenhamos uma boa média de público, no modelo atual a briga acontece praticamente durantes todas as rodadas, alguns brigando por título, outros por vaga na Libertadores e Sul Americana e o restante contra o rebaixamento, mas o importante é que com raríssimas exceções, todos os clubes estão envolvidos em alguma disputa, algo que não ocorria com o sistema de mata-mata, pois só interessava aqueles oito que se classificavam, o restante ficavam contando o prejuízo de sair mais cedo do campeonato. A ideia de escrever sobre o assunto veio depois de ler uma matéria que o Yahoo postou (leia aqui), que alguns dirigentes (como diria meu velho amigo Franciel, "deixa em caixa baixa mesmo, eles não merecem esse título") se mostram favoráveis a volta do mata-mata, como o apoio da Globo, que ao fugir dos contratos de TV coletivos para o individual, busca espanholização de nosso futebol concentrando renda em dois clubes, aqueles..., Me pergunto, qual o sentido da volta do mata-mata, já que temos a Copa do Brasil nesse molde? A Globo defende porque a audiência é baixa, alguns clubes estão com os estádios vazios, mas tudo isso é decorrente do modelo de disputa? Respondo, NÃO. Com raríssimas exceção, nossos dirigentes são amadores em todos os sentidos, planejam mal o ano para seus clubes, alguns ficam ainda se escorando na tradição do passado e nada fazem para crescer a marca de seus respectivos clubes. Não sou defensor de adequação do nosso calendário ao europeu, nosso verão é no final do ano, mas podemos copiar as boas práticas de administração e publicidade que tem lá, venda de ingresso antecipado como exemplo.

O mata-mata teve a sua época, mas os pontos corridos é onde realmente o melhor é o campeão. Vejo nesse interesse da volta do mata-mata, uma maneira de proteger a velha panelinha do futebol brasileiro, logo logo é bem capaz de quererem acabar com o rebaixamento, daqueles...Futebol não se moderniza protegendo velhos interesses, e sim, com planejamento, ações e renovação, algo que passa bem distante da cabeça de nossos velhos dirigentes.