23 de março de 2018

A Torcida Pode Fazer a Diferença

Depois de uma semana decisiva, onde fomos desclassificados ainda nas quartas de finais no Estadual e ontem nos classificamos para as quartas do Nordestão, a pergunta quem vem matutando na caixola do torcedor tricolor ao longo do ano, fica cada vez mais mais forte, "estamos pronto para disputar a série C?". Respondo por mim, depende. Talvez alguém pergunte, depende como? Depende daquela vitamina essencial para qualquer clube de futebol, o calor de sua torcida. Não quero entrar muito em detalhes nesse quesito, até porque fui mal interpretado por alguns, normal numa democracia, pois fui muito crítico em relação a torcida nos últimos anos, mas com sua razão, que não foram poucas, se afastou (até o momento) do Arruda.

Quando falo depende, o Santa Cruz, o Santinha como carinhosamente é chamado, tem em sua história, momentos em que quando sua torcida abraça o time, surge daquele momento uma força imensurável que transforma um time ruim em gigante, condizente a grandeza do Santa Cruz, quem não lembra do time de 1999, um time chacota que foi até goleado em casa, mas que num aborto de sorte conseguiu se classificar para o mata-mata, a torcida emanou uma energia e sabemos do resultado. Tal energia foi vista nas passagens pela séries D e C, quem não lembra do futebol fechadinho de Zé Teodoro, contestado várias vezes por isso, mas sabemos ao que levou.

Diferente daquela época não tão distante de 2011, o time de hoje carrega além de problemas estruturais de anos, problemas políticos, pois parte da torcida se afastou, seja como sócio ou simplesmente como torcedor de arquibancada, devido a eleição do atual presidente, não concordo, pois o Santa Cruz é maior que qualquer um que passe por lá, mas respeito.

De fato uma coisa é unânime entre a torcida, a qualidade técnica do time é baixa, beirando em alguns jogos ao ridículo, mas mesmo nos piores momentos sempre surge algo de bom, temos um bom técnico e dois bons goleiros, além de alguns que vem crescendo, como o Robinho. Quando falo do técnico, vejo um trabalho em que ele consegue fazer um time limitado tocar a bola, basta lembrar do ano passado, mesmo com os resultados chegando mesmo que de forma ruim com o Vinícius, o time constantemente saia jogando através do chutão, usando a tradicional ligação direta, defesa-ataque, o que irritava em muito a torcida (em redes sociais), hoje o time sai jogando tocando a bola desde a defesa, mesmo quando é apertado pelo adversário, muito raro ter um chutão, mas o técnico sofre da mesma crítica por parte da torcida, mas ai devido aos resultados que não chegam. Um contra senso, mas entender o torcedor é algo para Freud analisar.

Se falou no início do ano que um grupo de empresários bancaria o elenco (não sei até quando), fator importante para se manter os salários em dia (algo difícil nos últimos anos), mas o Santa Cruz assim como a maioria esmagadora dos clubes do país, ainda é um clube altamente dependente de renda, ou seja, depende e muito da presença de seu torcedor na arquibancada, ainda não tem uma estrutura de patrocinadores  fortes e constantes, sócios condizentes ao tamanho da sua torcida, estrutura para revelar jogadores etc, algo básico para gerenciar de forma tranquila o clube, pagar seus custos. Temos que lembrar, que estamos construindo nosso CT, da mesma forma que o Arruda, basicamente com a ajuda de seu torcedor, porém depois de pronto precisaremos ter dinheiro para bancar sua manutenção, senão ficará como o Arruda, depreciado, mal conservado, sujo etc.

Voltando ao time de hoje, se espera algumas contratações chamadas pontuais, para a disputa da série C, nosso maior objetivo do ano, pois é fundamental voltar a série B. O torcedor não espere nada que cause impacto, acredito que virá bons jogadores que poderão e muito ajudar o time, mas também existe a possibilidade desses reforços, mesmo que sejam bons jogadores, não renderem o esperado, por isso é fundamental a torcida dar um trégua e voltar ao Arruda, mesmo a contra gosto, acredito que uma presença maior do torcedor, esses mesmos que criticamos constantemente, renderão muito mais, talvez até nos surpreendam. No caso do Mais Querido eu tenho a certeza que a TORCIDA FAZ A DIFERENÇA, não tem esse jogador, por pior que seja (existem alguns casos impossíveis é verdade), não dar um gás a mais, por isso conclamo, #TorcedorSeuLugaréNoArruda.

8 de março de 2018

Erros e Mais Erros

Seria apenas um jogo para cumprir tabela, do mais apenas saber que adversário enfrentar nas finais. O Clássico das Multidões poderia ter tudo de belo que um jogo do porte da rivalidade entre Santa e Sport tem, até teve, dois belos gols no primeiro tempo, o Santa mesmo inferiorizado na parte técnica,  inegável a qualidade superior do adversário, mostrou boa postura dentro de campo, mesmo acuado na defesa por diversas vezes, sempre procurou sair tocando a bola, diferente de anos anteriores, onde o chutão era algo corriqueiro. Temos ainda muito a progredir e corrigir para a Série C, mas vejo um time bem diferente daquele que começou o ano, mas determinado, brigador, aprendeu a jogar bola de uma hora para outra? Acho que não, mas a sequência invicta com algumas vitórias, embora algumas contrariando a torcida, vai dando confiança a equipe. Mas infelizmente tudo isso foi relegado a segundo plano.

Um tumulto ocorrido na torcida do Santa, causando feridos, alguns graves, mancharam a beleza do jogo, que a muito tempo não se via um jogo entre Santa e Sport disputado tão cordialmente (talvez tudo mude na próxima quarta) entre os jogadores, duro é verdade em alguns lances, mas leal. Alguns dizem que a "hostilidade" por parte da torcida coral foi causada pela comemoração do gol do adversário em cima do símbolo deles, de minha parte não vejo problema do jogador chegar e beijar o escudo de seu time (alguns discordam pela localização do escudo) na comemoração do gol. Mas diante dos fatos apresentados, via vídeos principalmente, o erro e despreparo da polícia foi gritante. A PM se defende que um torcedor, provavelmente de Torcida (des)organizada, levou um sinalizador, embora alguns costumam dizer que sinalizador é inofensivo, mas é público que é proibido e não se discute a lei, se cumpre. O torcedor errou, sim errou e muito, mas o erro dele se tornou pequeno diante da postura da polícia, que ao invés de mandar uma equipe e prende-lo, saiu atirando a esmo, atingindo cidadãos indefesos. Se a polícia fala que sempre existe a possibilidade de tal fato ocorrer nas TOs, o erro na prevenção é da própria polícia, onde deveriam aplicar a revista minuciosa, pois a própria escolta a TO desde a sede própria até o estádio. Elogiam tanto a organização de Copa do Mundo, onde a revista é minuciosa , por que a Polícia não a faz? Efetivo pequeno? Não, despreparo é a palavra certa, pois se ela começa a praticar o chamado "pente fino", o torcedor que pretende entrar com qualquer artefato proibido seria facilmente pego e preso.

Não quero entrar no mérito da qualidade do estádio, até porque tirando as Arenas modernas, todos os estádios antigos em sua maioria tem o mesmo problema apresentados ontem na Ilha, estrutura antiga, acessos ruins e apertados etc. Espero que no próximo jogo se procure corrigir ao menos minimizar os erros apresentados, principalmente por parte da polícia, para termos um grande jogo de futebol e mais nada.